segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mapa Histórico: Tratado de Tordesilhas e Capitanias Hereditárias.


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RESUMO:
Não permitindo que a Espanha dominasse sozinha o Novo Mundo encontrado no Além-Mar, Portugal exigiu a divisão das terras. Para evitar um conflito bélico, a Igreja Católica interveio entre as duas nações e propôs a divisão através de alguns meridianos. Primeiro foi a Bula Inter-Coetera, através de um meridiano situado a "100 léguas" a oeste do arquipélago do Cabo Verde, em 1493. Essa primeira divisão não agradou aos lusitanos o que levou a um novo acordo em 1494, o Tratado de Tordesilhas, que estabeleceu um novo meridiano a 370 léguas das ilhas de Cabo Verde.

Associando particulares à colonização do Brasil, o Estado Português buscava consolidar o seu domínio sem prejuízo dos interesses prioritários de outras áreas como a África e, sobretudo, a Ásia.

Inicialmente, devido a falta de participação direta do Estado lusitano, as capitanias e seus donatários sofreram para consolidar seus domínios e "pacificação" indígena.

O sistema das donatárias organizou as atividades produtivas, notadamente as da agromanufatura do açúcar e da pecuária, propiciou a fundação das primeiras vilas e o exercício das atividades jurídico-políticas e culturais.

Os privilégios concedidos aos capitães-mores eram limitados pelo Estado Absolutista e tinham seu exercício articulado à estrutura econômica dominantemente escravista cuja produção era destinada quase toda ao setor de consumo externo.

As capitanias hereditárias permaneceram até o século XVIII, quando foram abolidas nos reinados de D. João V e de D. José I.

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