terça-feira, 9 de março de 2010

Mapa Histórico: Cruzadas.

Segue esquema cartográfico das principais Cruzadas medievais, mapa um pouco antigo (do MEC) mas ainda útil:
Clique na imagem para ampliar (e muito)

RESUMO:
Em sua expansão, o Islamismo ameaçava a Europa cristã. Já haviam os muçulmanos se apossado dos lugares santos de Jerusalém, e, após ocupar todo o Norte da África, chegaram à Península Ibérica.

De um apelo formulado pela Santa Sé (através do papa Urbano II em 1059), surge uma série de expedições feudais — as Cruzadas — de caráter religioso inicialmente, transformadas depois em empreendimentos político-econômicos.

A 1a Cruzada, organizada e dirigida por barões, notadamente franco-normandos, foi a mais bem sucedida. Era uma expedição de cerca de 150 mil cruzados, que, atravessando
vitoriosamente a Ásia Menor, conquista Antioquia, Edessa e Jerusalém.

Para a defesa da Terra Santa deixaram aí Ordens Militares e Religiosas (Templários, Hospitalários de S. João de Jerusalém e Cavaleiros Teutõnicos), que constituíram os exércitos permanentes do Oriente Cristão.

Nova investida muçulmana e os turcos se apoderam de Edessa, reconquistando parte do Principado de Antioquia.

A reação da Europa se faz sentir, com a organização da 2a Cruzada, pelos reis da França e da Alemanha.

Em Constantinopla foram os cruzados mal recebidos e aí mesmo a expedição se divide, embora o objetivo geral fosse Damasco. Os grupos não chegaram lá, pois foram derrotados antes pelos turcos.

A perda de Jerusalém provocou a 3a Cruzada, organizada por três reis. A morte de Frederico Barba-Ruiva deixou a expedição sob comando de Felipe Augusto, da França, e Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra.

Ao contrário das duas primeiras, esta expedição seguiu sempre por mar. Conseguiram os cruzados, apesar de sempre em desacordo, tomar Chipre e São João D'Acre.

A 4a Cruzada pouco merece este nome, pelo objetivo político-econômico que se cercou. Atendia essa expedição aos objetivos econômicos de Veneza e aos políticos de um imperador bizantino deposto.

Assim, a ação desses cruzados se resumiu em tomar Bizâncio (Constantinopla), fundando aí o Império Latino, que durou mais de meio século (até 1261).

As Cruzadas de S. Luís foram a 7a e 8a; a 5a e 6a não são mencionadas, pela pouca importância que tiveram. As expedições de S. Luís encerram o sentido primitivo do empreendimento religioso.

Quando, em 1244, Jerusalém estava inteiramente sob domínio dos turcos, realiza-se a 7a Cruzada, tendo como objetivo inicial o Egito. Aí S. Luís tomou Damieta, logo depois devolvida, com a derrota de Mansura (1250). Preso, o rei francês foi resgatado por alto preço. A 8a Cruzada, também sob comando de S. Luís, atacou os mulçumanos em Túnis (1270); aí faleceu ele, vítima da peste.

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