quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Slides sobre Arte Indígena e Pré-Colombiana.

Segue o link com os slides da aula sobre Arte Indígena e Pré-Colombiana:

http://rapidshare.com/files/426204150/Arte_ind__gena_e_pr__-colombiana.ppt

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Os Desenhos de Nazca.

Descoberto em 1941, os enigmáticos geoglifos do deserto de Nazca, sul do Peru, é até hoje uma fonte de inspirações para os mais variados pesquisadores.

Estes desenhos se encontram numa área repleta de marcas de quilômetros de comprimento, que se entrecruzam e somem no horizonte, parecendo um gigantesco papel de rascunho.

Os magníficos desenhos foram feitos há séculos e de uma forma simples: raspando o solo. O chão do deserto é coberto por uma fina camada de rochas e seixos vulcânicos que, devido a longa exposição à atmosfera, tem uma coloração escura, negra. Pouco abaixo desse revestimento está a base de argila e areia amarela. Os "artistas" do passado simplesmente removeram alguns centímetros de rocha para deixar os traços. Até a natureza, que poderia apagar para sempre os perfeitos geóglifos, ajudam na conservação do imenso quadro. A região é uma das mais secas do planeta, chovendo em média 15 minutos por ano; e as rochas escuras no solo absorvem o forte calor vindo da energia solar e formam uma camada de ar quente e parado na superfície, evitando assim a erosão pelo vento. Por isso os caminhos muito utilizados por carros e pessoas também ficam gravados no solo.

Quem observa as figuras fica impressionado. a maioria delas é tão grande que só é possível admirá-las do céu. São trapezóides, espirais, inúmeras linhas retas, algumas paralelas, que se estendem por quilômetros de extensão, e aproximadamente 300 figuras. São animais diversos, entre eles uma aranha de 46 metros, um réptil de 188 metros e 18 pássaros, cujos tamanhos variam de 8 a 130 metros. Também destacam-se o cão, a iguana, o macaco, a flor ou estrela, figuras de peixes (o mar fica a 50 km do deserto) e um pássaro estilizado de mais ou menos 280 metros de extensão, com um pescoço de cobra e um bico que, além de ser mais comprido do que o rabo, corpo e pescoço juntos, aponta para o sol nascente no dia do solstício de inverno. Além de figuras de animais, foram encontradas figuras de homens de aproximadamente 30 metros de altura.


Um dos "homens" de Nazca

Uma das hipóteses, é de que as linhas tem uma relação com a astronomia, ou seja, que são um calendário gigantesco, pois várias linhas apontam para a direção do nascimento e por-do-sol nos solstícios de inverno e verão e equinócio da primavera e outono, assim como para os locais no horizonte que assinalam o aparecimento sazonal das principais estrelas, que poderia indicar as estações do ano para os antigos habitantes daquela área.

Em contrapartida, a esta teoria, efetuando-se um levantamento das linhas e, com a ajuda de computadores, determinou-se que, astronomicamente falando, os traços são aleatórios, ou seja, não existe uma relação direta e única com os diversos corpos celestes, mas mesmo assim, os astrônomos concordam que várias linhas estão ligadas a fenômenos astrológicos.

Uma das teorias mais polêmicas e não muito aceita em meios acadêmicos, inspirada nas idéias de Erich Von Daeniken de "Eram os Deuses Astronautas?", seria a visita de extraterrestres à Terra na pré-história, onde construíram 2 pistas de pouso para aeronaves e, após finalizarem sua missão no nosso planeta, partiram. Como as tribos pré-incaicas queriam o retorno de seus "deuses", os extraterrestres, traçaram novas linhas no deserto da mesma forma que haviam visto os "deuses" traçarem.

Os desenhos representando animais, seriam sinalizações aéreas indicando o tipo de energia ou vibração existente no local.

Um animal com freqüência baixa, como a aranha, sinaliza este nível de vibração, já um beija-flor, uma energia acelerada. Seriam pictografias para comunicação visual rápida para os pilotos de naves. Devido as constantes mudanças de eixo da Terra, pode ser que hoje este locais não apresentem as mesmas características do passado.

Enfim, o mistério permanece enquanto isso, as linhas de Nazca continuam no árido deserto peruano, nos mostrando que ainda existem muitas coisas que não sabemos sobre o passado.

Figuras geométricas (ou as "pistas") de Nazca

TEXTO ADAPTADO (www.portaldobruxo.com)

domingo, 19 de setembro de 2010

A presença da cultura judaica no cotidiano do Nordeste.

Atendendo a pedidos, estou postando o vídeo-documentário, sobre a influência do judaísmo na cultura nordestina, A Estrela Oculta do Sertão. No interior do Nordeste, como também de outras regiões sertanejas brasileiras, é comum certas práticas e costumes, de origem desconhecida para muitos. Por isso, os idealizadores desse projeto buscam explicações para alguns comportamentos simples mas com forte presença no nosso cotidiano, muitos deles desde períodos medievais.

PARTE 1:


PARTE 2:

Direção - Elaine Eiger e Luize Valente
Ano - 2005

domingo, 5 de setembro de 2010

Povos pré-colombianos: Incas.

Compunham, principalmente as tribos Quéchuas, Aymará, Yunka, etc, que formavam, segundo os espanhóis o Império dos Incas, denominação derivada da família reinante pertencente à tribo dos Quéchuas, a principal do império. Habitavam a região hoje ocupada pelo Equador, Peru, norte do Chile, Oeste da Bolívia e noroeste da Argentina. Mais de dez milhões de cidadãos haviam se fundido nesta unidade política e cultural que era de elevado nível. Fisicamente os Incas eram de pequena estatura, pele morena, variando do moreno claro ao escuro, cabelos pretos e lisos quase imberbes. Quanto a organização social e política segundo o testemunho espanhol, eles eram perfeitos, possuidores de espírito comunitários.

Adoravam o Sol reencarnado em cada Inca ou imperador, que era filho do Grande Sol, o Sapa Inca, deste modo o Imperador era considerado deus dentre o povo. Os mortos eram sepultados não somente em templos, mas também em torres túmulos e covos (denominados Chullpas). Os templos dos Incas não eram mais do que habitações de maiores dimensões e eram construídas as superfícies da terra. Um dos aspectos que mais se salientam na cultura incaica é a solução que deram para o problema das comunicações, que apresentavam sérias dificuldades na região dos Andes. Estabeleceram uma complexa rede de caminhos e um corpo permanente de mensageiros (Tiasques) encarregados de transmitirem as noticias. Praticamente a agricultura que havia atingido entre eles, notável desenvolvimento, demonstrado pelas obras de irrigação. Os Incas empregavam fartamente os metais, cobre, bronze, ouro, prata, o que despertou a cobiça dos conquistadores.

Plataformas agrícolas nas encostas de montanhas; Tumis (faca inca)
Em 1553, o país foi conquistado por Pizarro e submetido à coroa espanhola. A cultura Inca foi totalmente destruída e, na atualidade restam apenas ruínas de seus grandiosos monumentos templos e palácios.

Durante muito tempo a historiografia abordou o Estado inca como um "paraíso perdido", no qual inexistia a fome, a
exploração e a violência. Estes fatos incentivaram a imaginação dos novelistas, estudiosos e pesquisadores, que procuraram descobrir influências de extraterrestres ou a construção do primeiro Estado comunista em terras americanas.

CARACTERÍSTICAS:

O estado mantinha um sistema tributário que cobrava tributos para manter os velhos e os doentes, e para fornecer alimentos nas épocas de má colheita, com um soberano, que a ideologia inca dizia ser o filho do sol (o sol lhe outorgava proteção divina e ordem social).
Representação do Sapa inca Atahualpa
Realmente é extraordinário que uma civilização tenha se estendido por 4000 quilômetros ao longo da Cordilheira dos Andes sem dispor da roda nem duma boa malha hidroviária para transportar os excedentes agrícolas, que foi o que causou o aparecimento das civilizações em outras partes, pois os Incas com suas técnicas de engenharia fizeram obras que seriam uma árdua tarefa mesmo para a engenharia moderna .

Ruínas de paredes no Peru; Sistema de canais para irrigação; Vista de Macchu Picchu

Os incas eram construtores exímios. Sem o auxílio da argamassa, edificaram paredes tão perfeitamente ajustadas que era impossível introduzir a lâmina de uma faca entre as pedras . Milhares quilômetros de estradas ligavam as quatro províncias ou confins como as chamavam, à Cuzco a capital, era superior a tudo o que existia à data na Europa. Embora o pavimento de pedras lisas pudesse ter sido concebido para veículos, numa sociedade sem cavalos e sem roda todos andavam a pé. Estas estradas transpunham rios por meio de pontes pênseis, eram tão sólidas que muitas delas foram usadas ainda no século XX.

Uma sociedade que tributava as pessoas e não a produção devia possuir um sofisticado esquema de controle. O Estado inca conhecia a quantidade de homens, mulheres e crianças de cada ayllu, conhecia o número de indivíduos com que podia contar para montar um exército sem afetar a produção, sabia quanta mão-de-obra era necessária para construir uma ponte e onde requisitá-la. Sabia das necessidades de alimento, roupas e armas para sustentar os mitamáes.
Quipo

O segredo dessa contabilidade sem computadores são os quipos, logos cordões aos quais eram amarrados uma multiplicidade de cordõeszinhos, onde se fazia diferentes tipos de nós, como sinais. Os quipucamayucs eram responsáveis por essa contabilidade e caso cometessem qualquer erro ou na confecção ou na leitura, pagavam com a morte.